quarta-feira, 19 de setembro de 2012

E tu? ACREDITAS em quê?

"O meu corpo e o meu coração poderão fraquejar mas Deus é a força do meu coração e a minha herança para sempre" Salmo 76.26




"Este é o versiculo-chave da minha vida! Ao longo da caminhada, em todos os momentos olho para trás e vejo exatamente nas fases mais dificeis Deus a carregar-me em seus braços, a proteger-me e a encher o meu coração de força para viver! Sinto que me tem ajudado a cicatrizar velhas feridas, daquelas fundas que marcam o nosso ser. Fez com que em vez de revolta pudesse nascer em mim sentimentos de compreensão e tolerância. Tenho descoberto que o coração humano é enganoso, fraco e falível.
Deus mostra o seu amor para conosco a partir do plano de salvação através de Jesus Cristo. Conforme vou aprendendo mais sobre a sua vida e exemplo, vejo o quão imperfeita sou. Ele inspira a minha vida para procurar ser melhor, não para ser superior a alguém mas para saber viver com o que tenho, aprendendo a aceitar as dificuldades numa outra perspectiva. Deus tem renovado a minha visão da existência humana e feito com que possa dar cada vez mais valor ao que tenho recebido. Sou grata porque num determinado tempo os meus olhos e ouvidos foram abertos para algo que nos transcende, que não podemos de facto palpar mas que se sente.
Falo com Deus, peço muitas coisas imateriais, agradeço muitas coisas que me tem dado, até já agradeci coisas que Ele não me deu e que mais tarde percebi que foi o melhor para mim! Posso falar tudo, posso não falar nada, Ele conhece tudo acerca de mim antes mesmo de eu saber, por isso a minha confiança e esperança estão firmes NAquele que não muda.
Há muitas coisas que não entendo e para as quais não tenho resposta mas sei o suficiente para saber que Deus, o Criador dos céus e da terra, importa-se comigo e contigo com um Amor sem igual!"

Jo - JoA-nices

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Regresso às aulas - A felicidade ensina-se?

Imagine que o seu filho lhe entrava em casa e anunciava: 'Mãe, acabo de chumbar a... felicidade!' Pois é o que pode acontecer em breve nas escolas inglesas. O projecto-piloto foi iniciativa de uma escola privada, o Wellington College, que começou a ministrar aos alunos noções de meditação, a ensiná-los a lidar com emoções negativas e até a como dar 'tampa' a um namorado sem o deixar de rastos. Mas todas as escolas inglesas estão a ser encorajadas a ensinar literacia emocional: ou seja, habituar crianças e jovens a falar sobre as suas emoções e a saber o que fazer com elas. O próprio governo explica que o pouco tempo que as famílias passam hoje em dia com os filhos leva a que eles já não recebam esses ensinamentos em casa. Resultado: cabe à escola, além da literacia 'clássica', passar-lhes também literacia emocional. Não faltaram vozes do contra afirmando que ler Shakespeare fazia mais pela inteligência emocional dos jovens do que as 'filosofias' que se pretende implantar. E o debate começou. 
Literacia... da emoção 
Mas, afinal, podemos ensinar alguém a ser feliz? 'Acho que sim', afirma a psicóloga Rita Xarepe. 'Agora, depende como, porque a ideia pode ser óptima e, depois, ser mal executada. Mas parece-me um projecto interessantíssimo.' Mas a função da escola não é ensinar Matemática e Línguas? 'A função da escola é, ou devia ser, ensinar-nos a conhecer-nos melhor e sermos mais felizes', defende Rita. 'Muitas vezes sobrevalorizamos as matérias intelectuais sem nos lembrarmos que, sem estar de bem consigo, ninguém aprende nada.' E a base da questão revelou-se precisamente essa: o lado afectivo e emocional afecta mais do que se pensa o aproveitamento escolar. 'Se os jovens tiverem a cabeça bem arrumada, mais facilmente adquirem outros conhecimentos.Enquanto não se aprendem a eles próprios não conseguem aprender nada, e muitas vezes por isso é que temos tanto insucesso escolar! Ora a escola só tem a ganhar se os ajudar a trabalhar estes 'nós' de cabeça.' 
O problema é que os adultos não estão a ensinar os filhos a lidar com as suas emoções. 'Esta é uma porta que muitas vezes não se abre porque os adultos não sabem acolher as suas fragilidades!' Qual é o pai capaz de chegar a casa e mostrar que está triste, que não teve um dia bom? 'Os adultos não são felizes e refugiam-se perguntando pelos trabalhos de casa... Não calcula a angústia em que os pais ficam à noite quando a criança não tem trabalhos de casa, porque já não sabem falar com eles de outras coisas que não a escola... Ora há tanto para conversar! Um pai não é um professor. Aceitem-se, aceitem os filhos como são e aprendam a divertir-se!'

(Ler mais: http://activa.sapo.pt/criancas/criancas/2007/03/01/a-felicidade-ensina-se#ixzz26iiVlYyy)

E tu? ACREDITAS em quê?

"Acredito que o sonho comanda a vida. 
Acredito que é seguindo o sonho que avançamos, pouco a pouco, um pé de cada vez. 
Eu sonhei, desejei muito, desde pequenina tornar-me um dia mamã. E foi seguindo o meu sonho que escrevi as linhas da minha história, que tracei o caminho e avancei, tropeçando em todas as pedras que apareceram. 
Ganhei feridas profundas pelo caminho, chorei, desanimei mas não desisti. Para mim, desistir seria nunca, desistir seria ignorar tudo aquilo que eu era, tudo aquilo que tinha sonhado.
E um dia, acordei a lutar ainda, triste e desanimada, e no entanto quando voltei à cama nesse mesmo dia, as esperanças estavam renovadas, a alegria, o entusiasmo e ... o medo. 

Muito medo.
Nesse dia tive o meu segundo positivo. 

Depois de tanta espera, a alegria do positivo e o medo da perda, que esteve cá sempre, até ao fim de 9 meses maravilhosos.
Foram 4 anos de tentativas, de frustrações, de pensar em mim como um saco infértil, um saco vazio, um saco incapaz de gerar vida. 

E depois o golpe da perda, quando depois de um primeiro positivo, e após poucas semanas me tiraram o chão. 
Perdi o meu bebé, aquele que esperava há tanto tampo. 
E foram precisos mais um par de anos para o meu sonho se tornar real, para estar ali na sala de partos, a enfermeira a segurar um pequeno ser, e eu a saber e a não acreditar (ainda!), que era real, que estávamos ali os três, eu, ele e ela. 
A minha filha chegou para me provar que vale a pena acreditar. 
É ela quem me dá forças todos os dias. É olhar para ela e saber que o que parece impossível, muitas vezes não o é. 
É olhar para ela e saber que se pode ser feliz."

Magada - Alma de mãe

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Regresso às aulas - Os 15 segredos dos bons alunos


1-- Sabem porque estudam
Ninguém se esforça sem um objectivo, e para a maioria das pessoas estudar é chato. Passada a novidade de já sabermos ler, que é excitante, a partir daí é sempre montanha abaixo. Mas dê-lhe um objectivo, para não viverem no vazio. Claro que para alguém com 13 anos, ser adulto e estudar para ganhar a vida e ser médico ou advogado ou electricista quer dizer muito pouco. Se lhes perguntar o que é que pensam fazer aos 18 anos, a resposta será provavelmente 'actor', ou 'jogador de futebol' ou 'corredor de 'tunning' mas de qualquer maneira, explique que mesmo para ser um bom corredor de tunning convém não ser ignorante.
2 - São organizados
Ser organizado nem sempre é ter tudo muito certinho e arrumadinho em pastas e sublinhadinho a azul-bebé e amarelo-limão: é saber que tipo de organização combina com a nossa cabeça. Há excelentes alunos aparentemente desorganizadíssimos. Mas geralmente, o maior problema quando se tem 12 ou 13 anos é incapacidade de programar as coisas: primeiro porque de facto nada daquilo lhes interessa muito, e o cérebro naturalmente se recusa a gastar muita energia com aquilo que não vê como essencial, e depois porque a maioria não tem hábitos de planeamento. Não complique ainda mais: faça um calendário grande de parede onde possam assentar os dias dos testes e habitue-os a estudar com antecedência para não aparecerem verdes de véspera a dizer: "Socorro, amanhã tenho teste de matemática!"
3 - Estabelecem uma rotina
O melhor é fazer os trabalhos assim que se chega a casa: está-se mais fresco e fica-se logo despachado. Mas verifique o que funciona melhor com ele: há crianças que preferem relaxar primeiro, ver um bocadinho de televisão ou jogar 15 minutos de computador antes de fazer os trabalhos. O melhor é fazê-los sempre à mesma hora, e sem a televisão ligada.
4 - Fazem resumos
Estudar não é ficar imenso tempo a olhar para o livro com os olhos em alvo à espera que o ponteiro do relógio decida mexer-se. Ensine a sublinhar as partes mais importantes, resumir por palavras dele, treinar a memória. Mostre como se usa um dicionário, como se pode usar a 'net' (se tiver) e quem pode ajudar se tiver uma dúvida.
5 - Não têm medo de falhar
Os bons alunos sabem que ter uma nota mais baixa de vez em quando é tão normal como tropeçar quando se vai a andar, e conseguem usá-la para perceber o que está mal: afinal, sabem usar um passado de boas notas para saber que vão ser capazes de conseguir.
6 - Não têm medo de se esforçar
Curiosamente, não ter medo de esse esforçar está ligado a não ter medo de falhar: para ter boas notas, temos mesmo que mergulhar na matéria. Estudar tem de dar trabalho, mas depois, ter uma boa nota é compensador: ensine-o a sentir-se orgulhoso do seu trabalho. Elogie sempre que ele tiver uma boa nota, não tome a coisa como a sua obrigação. Elogie também o esforço, quando houver, mesmo que ele não tenha chegado à positiva. De vez em quando, principalmente quando não é esperado, um presentinho também é bem-vindo e pode funcionar como um incentivo.
7 - Não deixam arrastar as dificuldades
Não o meta logo na explicação, principalmente quando eles já estão desmotivados. Mas há disciplinas onde, se a pessoa perde o pé, já não consegue andar para a frente. Por isso, convém estar atento e pedir ajuda logo que se levanta uma dificuldade que se pode resolver com uma ou duas explicações, para não deixar acumular. Mas cuidado com as muletas: 'andar na explicação' pode ser uma ajuda preciosa mas muitas vezes transforma-se numa muleta. Além disso, retira-lhe tempo precioso para fazer outras coisas.
8 - Conseguiram dar a volta ao estereótipo
Ser bom aluno, às vezes, é um estigma: graças à 'dor de cotovelo' nacional, ainda achamos que são marrões, chatos, e snobes. Se tiver a sorte de uma criança dotada, tente preservá-la da inveja e não deixe que os outros façam comentários destes, e sobretudo não deixe que ela pense isso de si própria. Como sabe quem já leu o 'Harry Potter', há muitas adolescentes que se acham feias e compensam sendo boas alunas: não descure a parte visual, tão importante para quem está a crescer. Vá com elas comprar roupa bonita (hoje já nem sequer é preciso que seja cara), incentive-as a praticar algum exercício de que gostem, e, se for preciso, leve-as ao nutricionista.
9 - Gostam de livros
Uma pessoa que lê bem é uma pessoa que pensa bem, porque tem as palavras com que o fazer. Por isso habitue-o a ler desde pequenino. E desde pequenino não é desde que aprende a ler, é desde consegue olhar para um livro. Isto não é o trabalho da escola, porque a escola não ensina a gostar de ler, ensina apenas a ler. Nada do que é obrigatório nos dá prazer. Se os livros forem apenas os livros da escola, ele nunca há-de aprender que bom que é descobrir o que os 'Cinco' fizeram ou seguir a vassoura do Harry Potter. Se lhe calhou na rifa um 'informático' mais dado aos jogos de consola do que às vassouras voadoras, tente aliciá-lo com livros sobre coisas que lhe interessem: animais, surf ou computadores. É melhor que ele leia qualquer coisa de que goste - mesmo que não seja Camões -, do que nada. Claro, muitas vezes, a dificuldade é que a nossa vida não está para o ritmo calmo dos livros, que parece pertencer a outro tempo. Os livros exigem-nos que paremos, que nos sentemos para pensar e para sonhar. Faça o possível para que o seu filho ainda seja capaz de 'respirar' dessa maneira.
10 - Conseguem sonhar
Ele quer ser baterista? Não deite imediatamente as mãos à cabeça a gritar "Ai meu querido filho nem penses, não me desgastei estes anos todos para dares em artista como o teu tio Jeremias, vais mas é ser vendedor de imobiliário como o teu padrinho." Há uma idade em que eles querem ser bateristas num mês, cientistas da NASA no seguinte, e acumularem com vulcanólogos e directores de fábricas de chocolate. Além disso, na adolescência querem todos ser actores: os adolescentes são naturalmente narcisistas, e ser actor corresponde ao sonho de terem uma audiência inteira a dar-lhes a atenção que eles querem. Por outro lado, a maioria vive fechada na escola ou em casa e não tem grande noção de como o mundo funciona e das profissões que pode de facto escolher. Não lhes corte imediatamente as asas: deixe-os sonhar, mas ao mesmo tempo vá deixando que eles tenham contacto com pessoas de várias áreas, para que tenham uma ideia real das hipóteses que podem escolher.
11 - Têm imaginação
O nosso mundo valoriza acima de tudo a capacidade de ganhar muito dinheiro rapidamente, mas não é isso (ou enfim... só isso...) que nos faz felizes. É uma mensagem difícil de contrariar, até porque também ninguém quer que as crianças passem fome quando crescerem, coitadinhas, mas é importante mostrar que isso não é o mais importante nesta vida. É fundamental desenvolver-lhes a imaginação e a capacidade de sonhar, é fundamental dar-lhes colo mesmo quando eles já não nos cabem no colo, porque é isso que nos faz felizes. E ninguém é um bom aluno se for infeliz.
12 - Conhecem-se a eles próprios
Ninguém é bom a tudo, toda a gente tem pontos mais fracos e mais fortes. Ensiná-lo a saber qual é o seu tipo de inteligência, quais são os seus talentos, e em que área é que será mais feliz, poupa muitas desilusões futuras. Qualquer pessoa gosta de cantar, mas nem toda a gente vai concorrer aos 'Ídolos'... Por outro lado, saber que é bom em alguma coisa ajuda a superar um fracasso, ajuda a fazer o raciocínio do tipo: "se eu sou suficientemente esperto para ter uma boa nota a História, com um bocadinho de trabalho também posso ter boa nota a matemática." Ensine-lhe que tudo é uma questão de esforço e de organização.
13 - Treinam o coração
Enfim, nem todos os bons alunos são boas pessoas, mas precisamente para que o cérebro não ocupe o lugar do coração é que é importante falar nisto. O coração é um músculo: também se treina. Infelizmente, a nossa maior preocupação é que eles sejam bons alunos, e nunca nos preocupa que sejam boas pessoas, desde que não andem por aí a bater a ninguém. Como sabem as mães que já experimentaram, ensinar a ser boa pessoa é um trabalho muito mais duro que ensinar matemática. Pôr-se no lugar dos outros exige imaginação, pensar nos outros exige auto-controle, e poucas crianças conseguem fazê-lo. Claro que não é treiná-los para Madre Teresa nem pregar-lhes moral, mas habituá-los suavemente a pensar nos outros: pode começar já com os irmãos. É muito mais difícil aprender a tratar bem os irmãos do que mandar brinquedos para os pobrezinhos da paróquia.
14 - Os pais entram na escola
Esteja presente nas reuniões, saiba o que se passa, conheça os professores. Muitas vezes, as crianças são completamente diferentes na escola e em casa, e é engraçado ver até que ponto temos um filho simpático e inteligente e se calhar nunca tínhamos dado por isso...
15 - Têm tempo mesmo livre
Tempo livre não é andar no futebol, no ballet, na natação, nos computador, no inglês... Isso pode dar prazer, mas tempo livre é tempo livre mesmo, e para se ter a cabeça suficientemente descansada para ser bem utilizada é preciso tempo para não pensar em nada. Além disso, a vida não é só a escola: ele tem de ter tempo para pensar, para namorar, para jogar jogos de consola, para ler livros idiotas, para ver a telenovela, para fazer asneiras, para passear o cão, para aprender ponto cruz, para aprender a cozinhar, para ir a casa da avó, para se aborrecer. É em casa que aprendemos a viver, não na escola.Aceite-o como ele é
Uma boa nota é 'boa' relativamente à criança a quem se aplica. Há quem seja espectacular a ciências e tenha mais dificuldade em juntar três palavras, e quem seja um poeta em potência e quando lhe apresentam uma equação, 'bloqueia', como os computadores... Chegar à positiva geralmente é sempre possível, mas tudo depende daquilo que aquela criança, esticada, consegue dar. Aliás, mesmo em termos de futuro, nem todos têm de ser médicos ou juristas, advogados ou gestores de empresas. Actualmente há imensas carreiras que se pode ter, e as mais produtivas nem são necessariamente as tradicionais.

(Ler mais: http://activa.sapo.pt/criancas/criancas/2012/09/13/15-segredos-dos-bons-alunos#ixzz26ihAJGOg)

E tu? ACREDITAS em quê?

"Para responder já à questão, EU ACREDITO EM MIM!
A vida não me tem sorrido muito e nem por isso eu deixo de lutar todos os dias e acreditar que consigo. 
ACREDITO EM MIM e nas minhas capacidades.
Desde muito nova, encaro a vida com coragem. 
O meu pai faleceu quando eu tinha 4 anos e a partir desse momento, passei só a contar comigo e com a minha mãe! 
GRANDE MULHER! 
Sei que para ela as coisas não eram fáceis. 
Ter de educar uma criança sozinha e trabalhar para que nada faltasse em casa! 
Nunca terei oportunidade para lhe agradecer tudo o que ela fez por mim, porque também ela já me deixou. 
Estava eu no final penúltimo ano da universidade, quando lhe foi diagnosticado um cancro no colon retal. 
A médica nunca me disse o tempo de vida que lhe restava, disse-me apenas que aproveitasse ao máximo a sua companhia! 
E foi o que fiz! 
Durante essas férias de verão eu estive sempre na sua companhia e dediquei-me totalmente a ela...aproveitei todos os momentos!
Não me perguntem o que fiz, como me sentia...eu não sei!
A minha rotina nos seus ultimos dias de vida era: levantar da cama e ir para o hospital, e quando terminavam as visitas, regressava a casa...sempre sozinha!
Nunca mais me vou esquecer daquela tarde em que cheguei ao hospital e saí do carro e este pensamento me veio à ideia: Hoje atrasei-me um bocadinho!
Na realidade, era a mesma hora de sempre. Nem mais cinco, nem menos cinco minutos! Mas eu senti isso!
Quando entrei no hospital, uma tia, que trabalhava lá, veio logo ter comigo e disse-me que a minha mãe tinha entrado em coma e estava entubada!
Já não a quis ver. 
Eu não a queria recordar assim!
Não sei quanto tempo passou, nem como comecei a falar com o capelão do hospital. 
Foi ele, que sem papas na lingua, me disse: A tua mãe já morreu!
Estou-lhe eternamente agradecida por me dizer aquilo, daquela forma!
Não há como fugir e nada melhor que encarar as coisas de frente!
Senti tudo a desaparecer e eu...ali...sozinha!!
E agora o que é que eu vou fazer, como vou reagir?
Entretanto apareceram outros familiares e amigos, tratou-se de tudo! 
No dia seguinte, foi o funeral!
O DIA MAIS LONGO DE TODA A MINHA VIDA.
E no dia seguinte ao funeral eu já estava na escola, pronta para o meu último ano de curso!
Era outubro e as aulas já tinham começado há uns dias!
Arregacei as mangas, procurei um psicologo para eu desabafar (tenho dificuldade em falar dos meus assuntos com conhecidos), e segui em frente!
Tal como todos, tenho dias bons e dias menos bons, mas eu ACREDITO que consigo ultrapassar tudo!
Não há nada que nós não consigamos enfrentar!
NADA!"

Lea - A vida aos trinta
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